Autodidática
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Autodidática (também conhecido como autodidaticismo) é o ensino pela auto-educação ou auto-direcionamento. Um autodidata geralmente é uma pessoa que aprendeu algo sozinha, tipicamente um entusiasta de alguma área do conhecimento. Tal habilidade tem levado ao sucesso pessoas famosas e de certo prestígio.
Uma pessoa pode se tornar um autodidata em qualquer etapa de sua vida. Enquanto algumas pessoas preferem ser ensinadas de uma maneira convencional em um campo do conhecimento particular, os autodidatas escolhem por educarem-se em outras áreas, geralmente não estudadas. É preciso ressaltar que este processo de ensino não é, necessariamente, um processo fundamentalmente individual. Alguns autodidatas gastam uma grande quantia de tempo em bibliotecas ou em sítios educativos. Muitos, de acordo com seus planos de ensino, avaliam-se a si mesmo através de referenciais como membros de família, amigos e outros (apesar de que puramente falando, esta avaliação não faz parte da autodidática). De fato, o termo 'autodidata' é usado como figura de linguagem amplamente, podendo até ser confundido com 'educado de maneira não-convencional', o que é completamente diferente.
A autodidática tem implicações diretas na Teoria da Educação, Pesquisa Educacional, Filosofia da Educação e Psicologia Educacional.
[editar] Autodidatas famosos
Gênios matemáticos como Srinivasa Ramanujan, Oliver Heaviside e o contemporâneo de Isaac Newton, Gottfried Wilhelm Leibniz foram notáveis autodidatas. Ocasionalmente, procuravam especializar-se em assuntos fora do espectro da educação convencional. No livro Náusea, de Jean Paul Sartre, a história retrata um autodidata que também era um diletante auto-delusivo. Outros autodidatas superaram a perspectiva normal de certas disciplinas, trazendo melhoramentos a elas. Por exemplo, o médico e expert em Judô Moshe Feldenkrais desenvolveu um método autodidata de auto-melhoramento beaseado em sua experiência com aprendizado auto-direcionado em fisiologia e neurologia. Ele foi motivado por uma lesão incapacitante do próprio joelho. Assim como Feldenkrais, Gerda Alexander, William Bates, Heinrich Jacoby e um bom número de outros europeus inovadores do Século XX desenvolveram métodos de auto-desenvolvimento que forçavam a sensibilidade e consciência inteligentes.
Após sua educação inicial, o mitologista Joseph Campbell exemplificou o método autodidático. Após a conclusão de seu mestrado, Campbell decidiu não ir adiante com seus planos de fazer um doutorado, e se refugiou nas florestas do interior do estado de Nova Iorque, lendo material profusamente por cinco anos. De acordo com Campbell, este fato foi, de certa forma, onde sua real educação tomou forma, e onde conseguiu desenvolver sua visão única da natureza da vida.
De acordo com o poeta e autor Robert Bly, um amigo de Campbell, Campbell desenvolveu um programa sistemático de leitura de nove horas por dia. Alguns especulam que Campbell sentiu que este trabalho foi mais rigoroso que qualquer programa acadêmico que tivesse feito, e mais rico desenvolvendo suas perspectivas únicas sobre seus conhecimentos.
Jack London, um famoso escritor em seu tempo, também foi um autodidata. Entretanto, concebeu algumas peças literárias com carência de consistência e profundidade.
Machado de Assis, uns dos maiores escritores brasileiros, foi autodidata.

