Gronelândia
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| 'Grønland Gronelândia / Groelândia' |
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| Hino nacional: Nunarput utoqqarsuanngoravit nuna asiilasooq ("Tu, Nossa Antiga Terra") |
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| Gentílico: gronelandês (pt) ou groenlandês (br) | |
| Capital | Nuuk (Godthåb, em dinamarquês) |
| Língua oficial | Gronelandês, Dinamarquês |
| Governo | Governo autónomo da Dinamarca |
| - Monarca | Margarida II |
| - Primeiro Ministro | Hans Enoksen |
| Independência | Oficialmente parte integrante do Reino da Dinamarca, possui governo autônomo desde 1979.) |
| Área | |
| - Total | 2 166 086 (14º maior) km² (º) |
| População | |
| - Estimativa de 56.344 (Junho de 2007) | hab. (º) |
| - Censo 2003 | 56,344 (186º mais populoso) |
| - Densidade | 0.2 hab./km² (º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de |
| - Total | $ (º) |
| - Per capita | $ (º) |
| Moeda | Coroa dinamarquesa ([[ISO 4217|]]) |
| Fuso horário | UTC 0 a -4 (UTC) |
| Cód. Internet | .gl |
| Cód. telef. | +299 |
A Gronelândia (português europeu) ou Groenlândia (português brasileiro) (em gronelandês: Kalaallit Nunaat, "Nossa terra"; em dinamarquês: Grønland), é uma região autónoma dinamarquesa que ocupa a ilha do mesmo nome e ilhas adjacentes sendo considerada a maior ilha do mundo, ao largo da costa nordeste da América do Norte. As suas costas dão, a norte, para o oceano Glacial Árctico, a leste para o Mar da Gronelândia, a leste e sul para o Oceano Atlântico e a oeste para o mar do Labrador e baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Árctico Canadiano, da qual está separada pelo estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago canadiano, a oeste, a ilha de Devon e a ilha de Baffin; a sueste a Islândia; a leste a ilha de Jan Mayen e a nordeste o arquipélago de Esvalbarda, ambos possessões da Noruega.
Índice |
[editar] Subdivisões
Administrativamente, a Gronelândia consiste em três condados (Amt): Kitaa/Vestgrønland (Gronelândia Ocidental), Tunu/Østgrønland (Gronelândia Oriental) e Avannaa/Nordgrønland (Gronelândia Setentrional).
[editar] História
Em tempos pré-históricos, a Gronelândia, foi a residência de um certo número de culturas paleo-esquimós.[carece de fontes] A partir de 984 d.C., foi colonizada por noruegueses assentados em dois assentamentos na costa oeste sobre os fiordes perto da ponta sudoeste da ilha. Eles prosperaram durante alguns séculos, mas, após quase quinhentos anos de habitação, desapareceram por volta do século XV.
Os dados indicam que entre 800 e 1300 d.C. as regiões em torno dos fiordes do sul da Gronelândia enfrentaram um clima relativamente ameno semelhante ao de hoje. Árvores e plantas herbáceas cresciam lá, com o clima inicialmente permitindo agricultura e criação de gado como na Noruega. Estas comunidades remotas prosperaram na agricultura, caça e comércio com a Noruega. Quando os reis noruegueses converteram seus domínios ao cristianismo, um bispo foi instalado na Gronelândia, subordinado à Arquidiocese de Nidaros. Os assentamentos parecem ter coexistido relativamente pacificamente com os inuítes, que haviam migrado do sul do Ártico para as ilhas da América do Norte por volta de 1200. Em 1261, a Gronelândia tornou-se parte do Reino da Noruega.
Por volta dos séculos XIV e XV, os assentamentos escandinavos desapareceram, provavelmente devido à fome e conflitos crescentes com os inuítes. Outros motivos como a erosão excessiva do solo, devido à destruição da vegetação natural para a agricultura e a obtenção de relva e madeirae uma diminuição da temperatura durante a chamada Pequena Era Glacial também favoreceram o desaparecimento dos assentamentos. A condição dos ossos humanos encontrados por arqueólogos a partir deste período, indica que a população norueguesa era desnutrida. Foi sugerido que as práticas culturais, tais como a rejeição de peixes como fonte de alimento e a utilização exclusiva de gado mal-adaptado ao clima da Gronelândia, poderiam ter causado a fome, e a degradação ambiental levou finalmente ao abandono da colônia. Estudos deixaram claro, porém, que o peixe era importante fonte de alimento para os noruegueses da Gronelândia desde o início do século XIV.
Dinamarca-Noruega reafirmou a sua reivindicação latente para a colônia em 1721. Em 1981, após as Guerras Napoleônicas, separa-se a Noruega da Dinamarca por exigência do congressso de Viena pelo que ficou conhecido por tratado de Kiel (1814). A Noruega uniu-se então à Suécia, situação que perduraria até 1905. A Dinamarca manteve as colônias da Islândia, ilhas Feroé e Gronelândia. Governou também a Índia dinamarquesa (Tranquebar) de 1620 a 1869, a Costa do Ouro dinamarquesa (Gana) de 1658 a 1850 e as Índias Ocidentais dinamarquesas (as ilhas Virgens Americanas) de 1671 a 1917.
Durante a II Guerra Mundial, a ligação entre Gronelândia e Dinamarca foi interrompida em 9 de abril de 1940, por ocasião da ocupação da Dinamarca pelos nazistas. A Gronelândia foi capaz de comprar mercadorias provenientes dos Estados Unidos e do Canadá, através da venda criolito da mina de Ivigtût. Durante a guerra o sistema de governo mudou. O Governador Eske Brun governou a ilha através de uma lei de 1925 que permitia a governadores assumir o controle sob circunstâncias extremas. O outro governador, Aksel Svane, foi transferido para os E.U. para liderar uma comissão de abastecimento da Gronelândia. A Sirius Patrol, guardando a costa nordeste da Gronelândia usando trenós puxados por cachorros, detectou e destruiu várias estações meteorológicas alemães, dando à Dinamarca uma posição melhor no tumulto pós-guerra.
A Gronelândia foi uma sociedade protegida e muito isolada até 1940. O governo dinamarquês, que governava a sua colônia, acreditava que a sociedade iria enfrentar exploração do mundo exterior ou até mesmo extinção se o país fosse aberto. Porém, durante a II Guerra Mundial, a Gronelândia desenvolveu um senso de auto-confiança através do seu auto-governo e comunicação independente com o mundo exterior.
Entretanto, uma comissão em 1946 (com o maior conselho Gronelandês, Landsrådet, como participante) recomendou paciência e nenhuma reforma radical do sistema. Dois anos mais tarde o primeiro passo em direção a mudança de governo foi iniciada, quando uma grande comissão foi fundada. Em 1950 o relatório (G-50) foi apresentado. Gronelândia deveria ser uma afluente sociedade moderna com o país Dinamarquês como patrono e exemplo. Em 1953, a Gronelândia foi feita parte do Reino dinamarquês. A autonomia foi concedida em 1979.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Gronelândia se separou de fato, tanto social como economicamente, da Dinamarca, aproximando-se mais dos Estados Unidos e Canadá. Depois da guerra, o controle da ilha voltou à Dinamarca, retirando-se seu status colonial, e, apesar da Gronelândia continuar sendo parte do Reino da Dinamarca, é autônoma desde 1979. A ilha é o único território que deixou a União Européia, se bem que possua o status de estado associado.
[editar] Política
[editar] Geografia
A Gronelândia é uma região autónoma dinamarquesa que ocupa a ilha do mesmo nome e ilhas adjacentes, ao largo da costa nordeste da América do Norte.
As costas gronelandesas dão, a norte, para o Oceano Glacial Árctico, a leste para o Mar da Gronelândia, a leste e sul para o Oceano Atlântico e a oeste para o Mar do Labrador e Baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Árctico Canadiano, da qual está separada pelo Estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago do Canadá, a oeste, a Ilha de Devon e a Ilha de Baffin; a sueste, a Islândia; a leste, a ilha de Jan Mayen, e a nordeste o arquipélago de Spitzbergen, ambos possessões da Noruega.
A Gronelândia é a maior ilha do mundo e tem mais de 44.000 km de linha de costa. A população é escassa, confinada a pequenos povoados na costa. A ilha tem a segunda maior reserva de gelo do mundo, apenas ultrapassada pela Antárctica.
A vegetação é em geral esparsa, com uma pequena zona de floresta no município de Nanortalik no extremo sul, perto do Cabo Farewell.
O clima é árctico a sub-árctico com Verões frescos e Invernos muito frios. O território e geralmente pouco declivoso, existindo uma camada de gelo de declive gradual que cobre quase toda a ilha. A costa é maioritariamente rochosa e com falésias. O ponto de menor altitude é o nível do mar e o mais alto é o Gunnbjørn (3,700 m). O extremo norte da ilha é o Cabo Morris Jesup, descoberto pelo Almirante Robert Peary em 1909. Recursos minerais abundam, como o zinco, chumbo, minério de ferro, carvão, molibdénio, ouro, platina e urânio. A economia baseia-se na extracção desses recursos e também na pesca, caça às focas e baleias.
[editar] Economia
Gronelândia hoje é criticamente dependentes da pesca e peixe exportações, a indústria da pesca de camarões é de longe o maior rendimento salários.Apesar reinício das várias interessante hidrocarbonetos e exploração mineral actividades, serão necessários vários anos antes de produção pode materializar.A companhia petrolífera estatal NUNAOIL foi criado, a fim de ajudar a desenvolver a indústria de hidrocarbonetos na Gronelândia. O turismo é o único sector que oferece qualquer curto prazo possível e mesmo isso é limitado, devido a uma curta temporada e custos elevados.O sector público, incluindo as empresas públicas e os municípios, desempenha o papel dominante na economia da Gronelândia.Cerca de metade das receitas governamentais vêm de subsídios do governo dinamarquês, um importante complemento ao produto interno bruto (PIB). O produto interno bruto per capita é equivalente ao das economias mais frágeis da Europa.
Gronelândia sofrido contração econômica no início da década de 1990, mas desde 1993 a economia tem melhorado. A Gronelândia Home artigo Governo (GHRG) tem prosseguido uma política fiscal apertada desde finais dos anos 1980, que ajudaram a criar excedentes no orçamento público e uma inflação baixa.Desde 1990, a Gronelândia tem registado um défice comercial externa após o encerramento do último remanescente chumbo e zinco mina desse ano.
A caça à foca marca a vida dos habitantes do norte. A descoberta de petróleo, zinco e ouro em 1994 promete mudar a economia, ainda bastante dependente da Dinamarca, que também responde por sua defesa e relações externas.
[editar] Demografia
Gronelândia tem uma população de 56.344 (2007) [2], dos quais 88% são inuit ou misturado dinamarquês e Inuit.Os restantes 12% são de construção europeia extração, principalmente dinamarquês. A maioria da população é Evangélica Luterana. Quase todos Greenlanders vivem ao longo da fiordes no sudoeste da ilha principal, que tem um clima relativamente ameno. [19]
[editar] Língua
As línguas oficiais da Gronelândia são o gronelandês e o dinamarquês, e a maioria da população fala ambas as línguas. O gronelandês é falado por cerca de 50.000 pessoas, algumas das quais são monolíngues. Uma minoria dinamarquesa de migrantes não fala o Inuit, tem ascendência dinamarquesa como a sua primeira, ou apenas, a língua. Inglês é falado como terceiro idioma.
O gronelandês é a língua mais popular das línguas esquimo-aleútes. Dentro da Gronelândia três principais dialetos são reconhecidos: o norte (Inuktun ou Avanersuarmiutut), dialeto falado por cerca de 1.000 pessoas na região de Qaanaaq, o gronelandês ocidental, que serve de padrão à língua oficial, e, ao leste, o Tunumiit oraasiat ou Tunumiutut, dialeto falado na parte oriental da Gronelândia.
[editar] Cultura
O Museu Nacional da Gronelândia situa-se em Nuuk.
[editar] Esporte
O futebol é o desporto nacional da Gronelândia, mas Gronelândia não é um membro da FIFA. Em janeiro de 2007, a equipa masculina gronelandesa de andebol participou do Campeonato Mundial, na Alemanha, terminando em 22º entre 24 equipas nacionais.
A Gronelândia concorre no bi-anual Island Games.


