Jerusalém

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Jerusalém

Vista de Jerusalém do Monte das Oliveiras.

Brasão

Bandeira
Hebraico יְרוּשָׁלַיִם
Árabe Oficialmente em Israel أورشليم القدس (Urshalim-Al-Quds)
Usualmente القـُدْس(Al-Quds)
Significado Hebraico: "Cidade da Paz"
Árabe: "A Sagrada"
Governo Cidade
Distrito Jerusalém
Coordenadas 31° 47′ N 35° 13′ E
População 732 100[1] (2007)
Jurisdição 125156 dunams (125 156 km²)
Prefeito Nir Barkat
Website www.jerusalem.muni.il

Jerusalém (em hebraico moderno: ירושלים, Yerushaláyim; em hebraico clássico: ירושלם; em árabe: القدس, al-Quds: em grego Ιεροσόλυμα, Ierossólyma) [ii], é a capital[iii] declarada (mas não reconhecida pela comunidade internacional) de Israel e sua maior cidade [2] tanto em população e área,[3] com 732.100 residentes em uma área de 125.1 km² ou 49 milhas, se a área disputada ao leste de Jerusalém é incluída.[1][4][iv]Localizada nas Montanhas Judéias, entre o mar mediterrâneo e o norte do Mar morto, a Jerusalém moderna tem crescido aos arredores da cidade antiga.

A cidade tem uma história que data do 4º milênio a.C., tornando-a uma das mais antigas do mundo.[5] Jerusalém é a cidade santa dos judeus, católicos e muçulmanos, e o centro espiritual desde o século X a.C.[6] contém um número de significativos lugares antigos cristãos, e é considerada a terceira cidade santa no Islão.[7] Apesar de possuir uma área de apenas 0.9 quilômetros quadrados (0.35 milhas),[8] a cidade antiga hospeda os principais pontos religiosos, entre eles a Esplanada das Mesquitas, o Muro das lamentações, o Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa. A cidade antigamente murada, um patrimônio mundial, tem sido tradicionalmente dividida em quatro quarteirões, ainda que os nomes usados hoje (os quarteirões armênio, cristão, judeu e o muçulmano) foram introduzidos por volta do século XIX.[9] a cidade antiga foi nominada para inclusão na lista do patrimônio mundial em perigo por Jordan em 1982.[10] No curso da história, Jerusalem foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes.[11]

Hoje, o status de Jerusalém continua um dos maiores problemas no Conflito israelo-palestino. A anexação de Israel do leste de Jerusalém ocupado tem repetidamente sido condenado pelas Nações Unidas e órgãos relacionados,[12][13] e o povo palestino vislumbra o leste de Jerusalém como a capital do seu futuro Estado.[14][15] Com o surgimento da Resolução 478 do Conselho de Segurança da ONU, oficializou-se a retirada das embaixadas estrangeiras de Jerusalém.

Índice

[editar] Etimologia

Ainda que a origem do nome Yerushalayim seja incerta, várias interpretações linguísticas têm sido propostas. Alguns acreditam que é uma combinação das palavras em hebraico "yerusha" (legado) e "Shalom" (paz), ou seja, legado da paz. Outros salientam que "Shalom"; é um cognato do nome hebraico "Shlomo", ou seja, o Rei Salomão, o construtor do Primeiro Templo.[16][17] Alternativamente, a segunda parte da palavra seria Salem (Shalem literalmente "completo" ou "em harmonia"), um nome recente de Jerusalem[18] isto aparece no livro de Genesis.[19] Outros citam as cartas de Amarna, onde o nome acadiano da cidade aparece como Urušalim, um cognato do Hebreu Ir Shalem. Alguns acreditam que há uma conexão a Shalim, a deidade beneficente conhecida dos mitos Ugaríticos como a personificação do crepúsculo.[20]

De acordo com um midrash ( Gênesis Rabba), Abraão veio até a cidade, e a chamou de Shalem, depois de resgatar .[21] Abraão perguntou ao rei e ao mais alto sacerdote Melquizedeque se podiam abençoá-lo. Este encontro foi comemorado por adicionar o prefixo Yeru (derivado de Yireh, o nome que Abraão deu ao Monte do Templo) [21] produzindo Yeru-Shalem, significando a "cidade de Shalem," ou "fundada por Shalem." Shalem significa "completo" ou "sem defeito. Por isso, "Yerushalayim" significa a "cidade perfeita", ou "a cidade daquele que é perfeito".[22] O final -im indica o plural na gramática hebraica e -ayim a dualidade, possivelmente se referindo ao fato que a cidade se situa em duas colinas.[23][24] O pronunciamento da última sílaba como -ayim parece ser uma modificação posterior, a qual não havia aparecido no tempo da Septuaginta.

Alguns acreditam que a cidade chamada de Rušalimum ou Urušalimum que aparece nos achados do Antigo Egito é a primeira referência a Jerusalém.[25]Os gregos adicionaram o prefixo hiero ("sagrada") e chamaram de Hierosolyma. Para os árabes, Jerusalém é al-Quds ("A Sagrada"). Foi chamada de Jebus (Yevus) pelos jebusitas. "Zion" incialmente se referiu a parte da cidade, mas depois passou a significar a cidade como um todo. Durante o reinado de David, ficou conhecida como Ir David (a cidade de David). [26]

[editar] História

Ver artigo principal: História de Jerusalém
Muro de Jebusita, na cidade de Davi

Cerâmicas indicam a ocupação de Ophel, dentro da atual Jerusalém, desde a Idade do Cobre, ao redor do Quarto milênio a.C.,[27][5] com evidências de assentamentos permanentes durante o começo da Idade do Bronze, 3000-2800 a.C.[27][28] Os Textos de Execração (c. do século XIX AC), que se referem a uma cidade chamada Roshlamem ou Rosh-ramen[27] e as Cartas de Amarna (c. século XIV a.C.) podem ser os primeiros a falar da cidade.[29][30] Alguns arqueólogos, incluindo Kathleen Kenyon, acreditam que Jerusalém como cidade foi fundada pelos povos Semitas ocidentais com assentamentos organizados em cerca de 2600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Shem e Eber, antepassados de Abraão. Nos contos bíblicos, Jerusalém era uma cidade Jebusita até o século X a.C., quando Davi conquistou-a e fez dela a capital do Reino Unido de Israel e Judá (c. 1000s a.C.).[31][32] recentes escavações de uma grande estrutura de pedra são interpretadas por alguns arqueólogos como crédito à narrativa bíblica.[33]

[editar] Períodos Templários

O rei Davi reinou até 970 a.C. Ele foi sucedido pelo seu filho Salomão,[34] que construiu o Templo Sagrado no Monte Moriá. O Templo de Salomão (mais tarde conhecido como o Primeiro Templo), passou a desempenhar um papel central na história judaica como o lugar onde estava guardada a Arca da Aliança.[35] Ao longo de mais de 600 anos, até à conquista babilônia, em 587 a.C., Jerusalém foi a capital política e religiosa dos judeus.[36] Este período é conhecido na história como o Período do Primeiro Templo.[37] Após a morte de Salomão (c. 930 a.C.), as dez tribos do norte se uniram para formar o Reino de Israel. Sob a liderança da Casa de David e Salomão, Jerusalém continuou a ser a capital do Reino de Judá.[37]

A Torre de Davi como pode ser visto a partir de Vale Hinnom.

Quando a Assíria conquistou o Reino de Israel, em 722 a.C., Jerusalém foi fortalecida por um grande afluxo de refugiados provenientes do norte do reino. O Primeiro Período Templario acabou em cerca de 586 a.C., quando os Babilônios conquistaram Judá e Jerusalém, e devastaram o Templo de Salomão.[37] Em 538 a.C., após cinquenta anos do exílio na Babilônia, o rei persa Círio o Grande convidou os judeus a regressarem à Judá e Jerusalém e reconstruirem o Templo. A construção do Segundo Templo de Salomão foi concluído em 516 a.C., durante o reinado de Dario o Grande, setenta anos depois da destruição do Primeiro Templo.[38][39] Jerusalém retomou o seu papel de capital de Judá e centro de culto judaico. Quando o comandante grego Alexandre o Grande conquistou o império persa, Jerusalém e Judéia caíram sob controle grego, e em seguida sob a dinastia ptolomaica sob Ptolomeu I. Em 198 a.C., Ptolomeu V perdeu Jerusalém e a Judéia para o Selêucidas sob Antíoco III. A tentativa Selêucida de retomar Jerusalém do dominio grego teve sucesso em 168 a.C. com a bem sucedida revolta macabéia de Matatias, o Sumo Sacerdote e os seus cinco filhos contra Antíoco Epifanes, e a criação do Reino Hasmoneus em 152 a.C., novamente com Jerusalém como capital.[40]

[editar] Guerras Romano-Judaicas

Cerco romano e a destruição de Jerusalém (David Roberts, 1850)

Conforme o Império Romano se tornou mais forte, ele colocou Herodes como um rei cliente. Herodes o Grande, como ele era conhecido, dedicou-se a desenvolver e embelezar a cidade. Ele construiu muralhas, torres e palácios, e expandiu o Templo do Monte, reforçou o pátio com blocos de pedra pesando até cem toneladas. Sob Herodes, a área do Templo do Monte dobrou de tamanho.[41][42][34] Em 6 CE, a cidade, assim como grande parte da região ao redor, entrou sob controle direto dos romanos como na Judéia[43] Herodes e seus descendentes até Agripa II permaneceram reis-clientes da Judéia até 96 d.C. O domínio romano sobre Jerusalém e região começou a ser contestada a partir da primeira guerra judaico-romana, a Grande revolta judaica, que resultou na destruição do Segundo Templo em 70 d.C. Em 130 d.C. Adriano romanizou a cidade, e ela foi renomeada para Aelia Capitolina.[44] Jerusalém, mais uma vez serviu como a capital da Judéia durante o período de três anos da revolta conhecida como a Revolta de Bar Kokhba. Os romanos conseguiram recapturar a cidade em 135 d.C. e como uma medida punitiva Adriano proibiu os judeus de entrarem nela. Adriano rebatizou toda a Judéia de Síria Palaestina numa tentativa de des-judaizar o país.[45][46] A proibição sobre os judeus entraram em Aelia Capitolina continuou até o século IV d.C.

Nos cinco séculos seguintes à revolta de Bar Kokhba, a cidade permaneceu sob domínio romano, até cair sob domínio bizantino. Durante o século IV, o Imperador romano Constantino I construiu partes católicas em Jerusalém, como a Igreja do Santo Sepulcro. Jerusalém atingiu o pico em tamanho e população no final do Segundo Período Templário: A cidade se estendia por dois quilômetros quadrados e tinha uma população de 200 mil pessoas[47][45] A partir de Constantino até o século VII, os judeus foram proibidos em Jerusalém.[48]

[editar] Guerras Romano-persas

No período de algumas décadas, Jerusalém trocou de mãos entre persas e romanos, até voltar à mão dos romanos mais uma vez. Depois, do avanço do comandante Sassânida Khosrau II no início do século VII sobre os domínios bizantinos, avançando através da Síria, os generais Sassânidas Shahrbaraz e Shahin atacaram a cidade de Jerusalém (persa: dej Houdkh), então controlada pelos bizantinos.[49]

Na Destruição de Jerusalém em 614, após passarem 21 dias cercando a cidade, Jerusalém foi capturada dos persas e isso resultou na anexação territorial de Jerusalém. Depois que o exército Sassânida entrou em Jerusalém, a sagrada "Vera Cruz" foi roubada e enviada de volta para a capital sassânida como uma relíquia sagrada da guerra. A cidade conquistada e a Santa Cruz, permaneceriam nas mãos dos Sassânidas por mais quinze anos, até o Imperador Bizantino Heráclio recuperá-la em 629.[49]

[editar] Estado Islâmico

Cúpula da Rocha visto através do Portão do Algodão.

Em 638, o Califado islâmico alargou a sua soberania para Jerusalém. Neste momento, Jerusalém foi declarada a terceira cidade mais sagrada do Islã após Meca e Medina, e referido comoal Bait al-Muquddas. Mais tarde, ele era conhecido como al-Qods al-Sharif.[50] Com a conquista árabe, os judeus foram autorizados a regressar à cidade.[51] O califa Rashidun Omar ibn al-Khattab assinou um tratado com o patriarca Cristão Monofisista Sofrônio, assegurando-lhe que os lugares sagrados cristãos de Jerusalém e a população cristã seriam protegidos ao abrigo do Estado muçulmano.[52] Omar foi conduzido à Pedra Fundamental no Monte do Templo, no qual ele claramente recusou, pois se preparava para construir uma mesquita. De acordo com o bispo gaulês Arculf, que viveu em Jerusalém a partir de 679 a 688, a Mesquita de Omar era uma estrutura retangular de madeira construído sobre ruínas que poderia acomodar 3000 seguidores.[53] O califa Omíada Abd-el-Melek encomendou a construção da cúpula da Rocha no final século VII.[54] O historiador do século X El Muqadasi escreveu que Abd-el-Melek construiu o santuário, a fim de competir na grandeza das monumentais igrejas de Jerusalém.[53] Durante as quatro próximas centenas de anos, a proeminência de Jerusalém foi diminuída pelos poderes árabes na região que brigavam pelo controle da cidade.[55]

[editar] Cruzadas, Saladino e os Mamelucos

Ilustração medieval da captura de Jerusalém durante a Primeira Cruzada, 1099

Em 1099, Jerusalém foi conquistada pelos Cruzados, que massacraram a maior parte dos habitantes muçulmanos e os resquícios dos habitantes judeus. A maioria dos cristãos foram expulsos e a maioria dos habitantes judeus já tinha fugido, no início de junho de 1099, a população de Jerusalém tinha diminuído de 70.000 para menos de 30.000.[56] Os sobreviventes judeus foram vendidos na Europa como escravos ou exilados na comunidade judaica do Egito.[57] Tribos árabes cristãs estabeleceram-se na destruída Cidade Velha de Jerusalém.[58] Em 1187, a cidade foi arrancada da mão dos Cruzados por Saladino permitindo que os judeus e os muçulmanos pudessem voltar e morar na cidade.[59] Em 1244, Jerusalém foi saqueada pelos Tártaros Kharezmian, que dizimaram a população cristã da cidade e afastou os judeus, alguns dos quais foram reinstalados em Nablus.[60] Entre 1250 e 1517, Jerusalém foi governado pelos mamelucos, que impuseram um pesado imposto anual sobre os judeus e destruíram os lugares sagrados dos cristãos no Monte Sião.[61]

[editar] Domínio Otomano

Em 1517, Jerusalém e região caiu sob domínio Turco Otomano, que permaneceu no controle até 1917.[59]Como em grande parte do domínio Otomano, Jerusalém permaneceu um provincial e importante centro religioso, e não participava da principal rota comercial entre Damasco e Cairo.[62] No entanto, os turcos muçulmanos trouxeram muitas inovações: sistemas modernos de correio usado por vários consulados, o uso da roda para modos de transporte; diligências e carruagens, o carrinho de mão e a carroça, e a lanterna a óleo, entre os primeiros sinais de modernização da cidade.[63] Em meados do século XIX, os otomanos construída a primeira estrada pavimentada de Jaffa a Jerusalém, e em 1892 a ferrovia havia atingido a cidade.[64]

Com a ocupação de Jerusalém por Muhammad Ali do Egito em 1831, missões e consulados estrangeiros começaram a se estabelecer na cidade. Em 1836, Ibrahim Pasha permitiu aos judeus reconstruírem as quatro grandes sinagogas, entre eles a Hurva.[65]

O controle turco foi reinstalado em 1840, mas muitos egípcios muçulmanos permaneceram em Jerusalém. Judeus de Argel e da África do Norte começaram a instalar-se na cidade, em um número cada vez maior.[66] Ao mesmo tempo, os otomanos construíram curtumes e matadouros perto dos lugares sagrados judeus e cristãos "para que um mau cheiro, sempre pesteie os infiéis".[67] Nas décadas de 1840 e 1850, os poderes internacionais iniciaram um "cabo-de-guerra" na Palestina, uma vez que tentaram ampliar sua proteção ao longo do país para as minorias religiosas, uma luta realizada principalmente através de representantes consulares em Jerusalém.[68] De acordo com o cônsul prussiano, a população em 1845 era de 16.410, 7120 judeus, 5.000 muçulmanos, 3390 cristãos, 800 soldados turcos e 100 europeus.[69] O volume de peregrinos cristãos aumentou sob o domínio dos otomanos, dobrando a população da cidade em torno da época da Páscoa.[70]

Na década de 1860, novos bairros começaram a surgir fora dos muros da Cidade Velha para aliviar a intensa superlotação e o pobre saneamento na cidade intramuros. O Composto Russo e Mishkenot Sha'ananim foram fundados em 1860.[71]

[editar] Mandato Britânico e a Guerra de 1948

Em 1917 após a Batalha de Jerusalém, o exército britânico, liderado por General Edmund Allenby, capturou a cidade.[72] E, em 1922, a Liga das Nações sob a Conferência de Lausanne confiou ao Reino Unido a administração da Palestina.

De 1922 a 1948 a população total da cidade passou de 52.000 para 165.000, sendo dois terços de judeus e um terço de árabes (muçulmanos e cristãos).[73] A situação entre árabes e judeus na Palestina não foi calma. Em Jerusalém, em especial nos motins ocorridos em 1920 e em 1929. Sob o domínio britânico, novos subúrbios foram construídos no oeste e na parte norte da cidade[74][75] e instituições de ensino superior, como a Universidade Hebraica, foram fundadas.[76]

A medida que o Mandato Britânico da Palestina foi terminando, o Plano de Partilha das Nações Unidas de 1947 recomendou "a criação de um regime internacional, em especial na cidade de Jerusalém, constituindo-a como uma corpus separatum no âmbito da administração das Nações Unidas".[77] O regime internacional deveria continuar em vigor por um período de dez anos, e seria realizado um referendo na qual os moradores de Jerusalém iriam votar para decidir o futuro regime da cidade. No entanto, este plano não foi implementado, porque a guerra de 1948 eclodiu enquanto os britânicos retiravam-se da Palestina e Israel declarou sua independência.[78]

A guerra levou ao deslocamento das populações árabe e judaica na cidade. Os 1.500 residentes do Bairro Judeu da Cidade Velha foram expulsos e algumas centenas tomados como prisioneiros quando a Legião Árabe capturou o bairro em 28 de maio.[79] Moradores de vários bairros e aldeias árabes do oeste da Cidade Velha saíram com a chegada da guerra, mas alguns permaneceram e foram expulsos ou mortos, como em Lifta ou Deir Yassin.[80][81][82]

[editar] Divisão e a controversa reunificação

Ver artigo principal: Posições sobre Jerusalém
Policiais israelenses encontram um legionário jordaniano perto do Portão de Mandelbaum.

A guerra terminou com Jerusalém dividida entre Israel e Jordânia (então Cisjordânia). O Armistício de 1949 criou uma linha de cessar-fogo que atravessava o centro da cidade e à esquerda do Monte Scopus como um exclave israelense. Arame farpado e barreiras de concreto separaram Jerusalém de leste a oeste, e caçadores militares freqüentemente ameaçaram o cessar-fogo. Após a criação do Estado de Israel, Jerusalém foi declarada a sua capital. A Jordânia anexou formalmente Jerusalém Oriental, em 1950, sujeitando-a à lei jordaniana, em uma atitude que só foi reconhecido pelo Paquistão.[83][78]

A Jordânia assumiu o controle dos lugares sagrados na Cidade Velha. Oposto aos termos do acordo, foi negado o acesso dos israelitas aos locais sagrados judaicos, muitos dos quais foram profanados, e apenas permitiram o acesso muito limitado aos locais sagrados cristãos.[84][85] Durante este período, a cúpula da Rocha e a Mesquita de al-Aqsa sofreram grandes renovações.[86]

Mapa mostrando q divisão leste-oeste de Jerusalém.

Durante a Guerra dos Seis Dias em 1967, Israel ocupou Jerusalém Oriental e afirmou soberania sobre toda a cidade. O acesso aos lugares sagrados judeusfoi restabelecido, enquanto a Esplanada das Mesquitas permaneceu sob a jurisdição de um islâmico waqf. O bairro marroquino, que era localizada adjacente ao Muro das Lamentações, foi desocupado e destruído[87] para abrir caminho a uma praça para aqueles que visitam o muro.[88] Desde a guerra, Israel tem expandido as fronteiras da cidade e estabeleceu um "anel" de bairros judeus em terrenos vagos no leste da Linha Verde.

No entanto, a aquisição de Jerusalém Oriental recebeu duras com críticas internacionais. Na sequência da aprovação da Lei de Jerusalém, que declarou Jerusalém "completa e unida", a capital de Israel,[89] o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que declarava a lei "uma violação do direito internacional" e solicitou que todas as os Estados-membros retirarassem suas embaixadas da cidade.[90]

O status da cidade, e especialmente os seus lugares sagrados, continuam a ser uma questão central no conflito palestino-israelense. Colonos judaicos ocuparam lugares históricos e construíram suas casas em terras confiscadas de palestinos,[91] a fim de expandir a presença judaica na parte oriental de Jerusalém,[92] enquanto líderes islâmicos têm insistido que os judeus não têm qualquer laço histórico com Jerusalém.[93] Os palestinos encaram Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado palestino,[94][95] e as fronteiras da cidade têm sido assunto de conversas bilaterais.

[editar] Geografia

Vista de Jerusalém da Floresta de Yad Vashem

Jerusalém está situada no sul de um planalto no Judéia, que inclui o Monte das Oliveiras (Leste) e o Monte Scopus (Nordeste). A elevação da Cidade Velha é de aproximadamente 760 m.[96] A grande Jerusalém é cercada por vales e leitos de rio secos (wadis). Os vales do Cédron, Hinnom, e Tyropoeon se unem em uma área ao sul da cidade antiga de Jerusalém.[97] O Vale do Cédron segue para o leste da Cidade Velha e divide o Monte das Oliveiras a partir da cidade propriamente dita. Ao longo do lado sul da antiga Jerusalém está o Vale de Hinnom, uma ravina íngreme associada com a escatoloia bíblica com o conceito de inferno ou Geena.[98] O Vale de Tyropoeon começa na região noroeste próximo ao Portão de Damasco, dirige-se ao sudoeste através do centro da Cidade Velha para baixo do Reservatório de Siloé, e a parte inferior é dividida em duas colinas, o Monte do Templo no leste, e o resto da cidade no oeste (as partes alta e baixa da cidade descrita por Josefo). Hoje, este vale está escondido por destroços que se acumularam ao longo dos séculos.[97]

Nos tempos bíblicos, Jerusalém foi cercada por florestas de amêndoa, azeitona e pinheiros. Ao longo de séculos de guerras e de negligência, estas florestas foram destruídos. Os agricultores da região de Jerusalém, então, construíram terraços de pedra ao longo das encostas para reter o solo, um recurso ainda muito em evidência na paisagem de Jerusalém.[99]

Abastecimento de água sempre foi um grande problema em Jerusalém, atestada pela intrincada rede de antigos aquedutos, túneis, reservatórios e cisternas encontrados na cidade.[100]

Jerusalém está a 60 km[101] ao leste de Tel Aviv e do Mar Mediterrâneo. No lado oposto da cidade, cerca de 35 km[102] de distância, está o Mar Morto, a menor massa de água da Terra. Cidades e vilas vizinhas incluem Belém e Beit Jala para o sul, Abu Dis e Ma'ale Adumim para o leste, Mevaseret Zion para o oeste, e Ramallah e Giv'at Ze'ev para o norte.[103][104][105]

Panorama do Templo do Monte, incluindo a Cúpula da Rocha, visto do Monte das Oliveiras

[editar] Clima

A cidade é caracterizada por uma clima mediterrânico, com verões quentes e secos, e invernos amenos e chuvosos. Uma fina neve cai normalmente uma ou duas vezes ao inverno, embora a cidade experimente forte neve a cada sete anos em média.[106] Janeiro é o mês mais frio do ano, com uma temperatura média de 8°C, julho e agosto são os meses mais quentes, com temperaturas médias de 23°C. As temperaturas variam muito do dia para a noite, e as noites de Jerusalém são tipicamente amenas mesmo no verão. A precipitação média anual é de aproximadamente 590 milímetros com o período das chuvas ocorrendo principalmente entre outubro e maio.[107]

A maior parte da poluição do ar em Jerusalém vem do tráfego de veículos.[108] Muitas das principais ruas de Jerusalém não foram construídas para acolher um volume tão grande de veículos, levando à congestionamentos freqüentes e grande quantidade de monóxido de carbono liberado na atmosfera. A poluição industrial dentro da cidade é baixa, mas as emissões provenientes de fábricas na costa mediterrânica podem se deslocar devido aos ventos e pairar sobre a cidade.[108] [109]

Médias de temperatura para Jerusalém
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Média máxima °C 12 13 16 21 25 28 29 29 28 25 19 14
Média mínima °C 4 4 6 9 12 15 17 17 16 14 9 6
Precipitação (mm) 142.2 114.3 99.1 30.5 2.5 0.0 0.0 0.0 0.0 22.9 68.8 109.2
Fonte: The Weather Channel[107]

[editar] Governo

Atualmente Jerusalém é um município em Israel e também a sua capital e a sede do governo, embora não seja reconhecida como tal pela ONU e pela UE.

A cidade é governada por um conselho municipal composto por 31 membros eleitos cada quatro anos. Desde 1975, o presidente da câmara (prefeito) é eleito por sufrágio direto cumprindo um mandato de 5 anos e apontando 6 deputados. O prefeito atual de Jerusalém, Uri Lupolianski, foi eleito em 2003.[110] O Ministério para os Assuntos Religiosos israelita tem responsabilidade pelos locais sagrados da cidade, embora cada comunidade religiosa deva zelar pela preservação dos seus edifícios.

Órgão à parte de prefeito e deputados, os membros do conselho da cidade não recebem salários, trabalhando de forma voluntária. O prefeito que mais tempo serviu Jerusalém foi Teddy Kollek, que passou 28 anos, seis mandatos consecutivos, no posto. A maioria dos encontros do Conselho de Jerusalém são privados, mas a cada mês, mantém uma sessão aberta ao público.[110] Dentro do Conselho da cidade, grupos políticos religiosos formam uma facção especialmente poderosa, possuindo a maioria dos assentos.[111] A base do Município de Jerusalém e do gabinete do prefeito fica na Praça Safra (Kikar Safra), na Rua Jafa. O novo complexo municipal, compreendendo dois prédios modernos e dez prédios históricos recuperados entorno de uma grande praça, foi aberto em 1993.[112] A cidade termina no Distrito de Jerusalém, com Jerusalém como a capital do distrito.

[editar] Status político

O prédio Knesset em Jerusalém, sede do legislativo do governo de Israel

Em 5 de dezembro de 1949, o primeiro ministro do Estado de Israel, David Ben-Gurion, proclamou Jerusalém como a capital de Israel[113] e desde então todos os órgãos do governo de Israellegislativo, judicial, e executivo — tem residido lá.[114] Na época da proclamação, Jerusalém foi dividida entre Israel e o Jordão e assim, somente o oeste de Jerusalém foi considerado capital de Israel. Imediatamente depois de uma guerra de seis dias em 1967, entretanto, Israel anexou o Leste de Jerusalém, a tornando de facto parte da capital Israelense. Israel conservou o status da "completa e unificada" Jerusalém — oeste e leste — como sua capital, em 1980 Lei básica: Jerusalém, Capital de Israel.[115]

O status de uma "Jerusalem unificada" como "eterna capital" de Israel[116][113] tem sido um problema de imensa controvérsia dentro da comunidade internacional. Entretanto, alguns países mantém consulados em Jerusalem, e duas embaixadas nos subúrbios de Jerusalem, todas as embaixadas estão localizadas fora da propriedade da cidade, a maioria em Tel Aviv.[117][118]

A não-vinculativa Resolução 478 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tramitada em 20 de agosto de 1980, declarou que a Lei Fundamental eral "nula e de nenhum efeito e deve ser resolvida imediatamente. "Os Estados-Membros foram aconselhados a retirar a sua representação diplomática da cidade como uma medida punitiva. A maioria dos países restantes com embaixadas em Jerusalém cumpriram a resolução deslocando elas para Tel Aviv, onde muitas embaixadas já residiam antes da Resolução 478. Atualmente não existem embaixadas localizadas dentro dos limites da cidade de Jerusalém, embora existam embaixadas em Mevaseret Zion, na periferia de Jerusalém, e quatro consulados na cidade em si.[117] Em 1995, o congresso dos Estados Unidos tinha planejado mover sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalem com a aprovação do Ato da embaixada de Jerusalém.[119] Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos da América George W. Bush foi questionado que as resoluções do congresso aprovando o status de Jerusalem eram meramente admoestativas. A constituição reserva relações exteriores como um poder executivo, e como este, a embaixada dos Estados Unidos ainda continua em Tel Aviv.[120]

As instituições mais proeminentes em Israel, incluindo o Knesset,[121] a Suprema Corte,[122] e as residências oficiais do Presidente e Primeiro Ministro, estão localizadas em Jerusalém. Prioritariamente à criação do Estado de Israel, Jerusalem serviu como capital administrativa do mandato britânico, o qual inclui até o dia presente a Israel e a Jordânia.[123] De 1949 até 1967, o oeste de Jerusalem serviu como capital de Israel, mas não foi reconhecido internacionalmente como tal, porque a Resolução 194 da Assembléia Geral da ONU projetou Jerusalém como uma cidade internacional. Como resultado da Guerra dos Seis Dias em 1967, o conjunto de Jerusalém veio sob controle israelita. Em 27 de junho de 1967, o governo de Levi Eshkol prorrogou a lei israelita e a jurisdiçaõ para a Jerusalém Oriental, mas concordou que o conjunto da administração do Templo do Monte seria mantida pelo waqf jordaniano, no âmbito do Ministério Jordaniano de Dotação Religiosa.[124] Em 1988, Israel ordenou o fechamento da Casa Oriental, sede da Sociedade de Estudos Árabes, mas também quartel da Organização para a Libertação da Palestina, por razões de segurança. O prédio foi reaberto em 1992 como uma pousada palestina.[125][126] Os Acordos de paz de Oslo instituem que o status final de Jerusalém seria determinado pelas negociações com a Autoridade Nacional Palestiniana, que considera o leste de Jerusalém como a capital de um futuro Estado palestino.[14]

[editar] Demografia

População de Jerusalém
Ano Total
1525 4 700
1538 7 900
1553 12 384
1562 12 650
1800 8 750
1844 15 510
1876 25 030
1896 45 420
1922 62 578
1931 90 053
1944 157 000
1948 165 000
1967 263 307
1980 407 100
1985 457 700
1990 524 400
1995 617 000
2000 657 500
2005 706 400
Ver artigo principal: Demografia de Jerusalém

Em maio de 2007, Jerusalém tinha uma população de 732 100 - 64% eram judeus, 32% muçulmanos, e 2% Cristãos.[1] No final de 2005, a densidade populacional era de 5.750,4 habitantes por quilômetro quadrado.[3][127] De acordo com um estudo publicado em 2000, a porcentagem de judeus na cidade tem decrescido; isso foi atribuído a uma maior taxa de natalidade dos palestinos, e a moradores judeus que deixaram a cidade. O estudo também constatou que cerca de nove por cento dos 32 488 habitantes da Cidade Velha eram judeus.[128]

Em 2005, 2850 imigrantes se estabeleceam em Jerusalém, grande parte vindos do Estados Unidos, França, e da ex-União Soviética. Em termos da população local, o número de residentes que deixa a cidade é maior do que o número dos que chegam. Em 2005, 16 000 foram embora de Jerusalém e apenas 10 000 se mudaram para a cidade.[3] No entanto, a população de Jerusalém continua a aumentar devido à elevada taxa de natalidade, especialmente na população árabe e nas comunidades judaicas Haredi. Consequentemente, a taxa total de fecundidade em Jerusalém (4.02) é superior da de Tel Aviv (1,98) e bem acima da média nacional de 2,90. O tamanho médio das 180 000 famílias de Jerusalém é de 3,8 pessoas.[3]

Em 2005, a população total aumentou cerca de 13 000 (1,8%) - semelhante à média nacional israelense, mas a composição étnica e religiosa está mudando. Enquanto 31% da população judaica é constituída por crianças abaixo dos quinze anos, o índice para a população árabe é de 42%.[3] Isto parece reforçar as observações de que a porcentagem de judeus em Jerusalém tem diminuído ao longo das últimas quatro décadas. Em 1967, os judeus representavam 74 por cento da população, enquanto que o índice em 2006 era nove por cento menor.[129] Os possíveis fatores são o elevado custo da habitação, menos oportunidades de emprego e o crescente caráter religioso da cidade. Muitas pessoas estão indo para os subúrbios e cidades costeiras, em busca de habitação mais barata e um estilo de vida secular.[130]

A demografia e a divisão da população árabe e judaica desempenham um papel importante na disputa em Jerusalém. Em 1998, o Departamento de Desenvolvimento de Jerusalém propôs expandir os limites da cidade para o oeste a fim de incluir mais áreas povoadas por judeus.[131]

[editar] Crítica ao planejamento urbano

Os críticos dos esforços para promover uma maioria judaica em Israel dizem que as políticas de planejamento do governo são motivados por estudos demográficos que procuram limitar a construção do povo árabe, promovendo, simultaneamente, a construção para o povo judeu.[132] De acordo com um relatório do Banco Mundial, o número de violações em construções registradas entre 1996 e 2000 foi quatro vezes e meia superior nos bairros judaicos, mas foram emitidas quatro vezes menos ordens de demolição em Jerusalém Ocidental do que em Jerusalém Oriental; palestinos em Jerusalém eram menos propensos a receber a permissão de construuir que os judeus, e "as autoridades provavelmente agem mais contra os palestinos que constroem sem licença" do que contra os judeus que violam o processos de licenciamento.[133] Nos últimos anos, fundações judaicas privadas têm recebido permissão do governo para desenvolver projetos em terras disputadas, como no parque arqueológico Cidade de Davi, no bairro palestino de Silwan (ao lado da Cidade Velha),[134] e o Museu da Tolerância no cemitério de Mamilla (ao lado da Praça Tzion).[135] O governo de Israel também está desapropriando terras palestinas para a construção do Muro da Cisjordânia.[133] Os opositores vêem esse planejamento urbano como movimentos orquestrados para a judaização de Jerusalém.[136][137][138]

[editar] Economia

Hadar Mall, Talpiot

Históricamente, a economia de Jerusalém foi sustentada quase que exclusivamente por pelegrinos religiosos, e era localizada longe dos maiores portões de Jaffa e Gaza.[139] Os marcos religiosos de Jerusalem hoje permanecem a principal razão de visitantes estrangeiros, com a maioria dos turistas visitando o Muro das Lamentações e a Cidade Antiga,[3] mas no meio do século se tornou muito claro que a providência de Jerusalem não pode ser somente sustentada por sua significância religiosa.[139]

Ainda que muitas estatísticas indiquem crescimento econômico na cidade, desde 1967 a Jerusalém oriental tem ficado atrasada em relação ao desenvolvimento da Jerusalém ocidental.[139] Todavia, a porcentagem de famílias com pessoas empregadas é maior para famílias árabes (76.1%) que para famílias judaicas (66.8%). A taxa de desemprego em Jerusalém (8.3%) é um pouco melhor que a média nacional (9.0%), ainda que a força de trabalho civil seja estimada para menos da metade de todas as pessoas de 15 anos em diante — fica abaixo em comparação à de Tel Aviv (58.0%) e Haifa (52.4%).[3] A pobreza da cidade tem crescido bastante nos últimos anos; entre 2001 e 2007, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza cresceu 40%.[140] Em 2006, a renda per capita mensal de um trabalhador em Jerusalém foi de 5 940 Novos Sheqel (NIS) (US$1 410), NIS 1 350 menor que a recebida por um trabalhador em Tel Aviv.[140]

Mercado de Mahane Yehuda no oeste de Jerusalém

Durante o mandato britânico, uma lei foi estabelecida requerendo que todos os prédios fossem construídos de Meleke para preservar a característica estética e histórica única da cidade.[75] Complementando esta arquitetura, que ainda continua em vigor, é o descorajamento de indústria pesada em Jerusalém; somente entorno de 2.2% da terra de Jerusalem é zoneada por "indústrias e infraestrutura." Por comparação, a porcentagem de terra em Tel Aviv zoneada por indústrias e infraestrutura é duas vezes mais alta, e em Haifa, sete vezes mais alta.[3] Somente 8.5% da força de trabalho do Distrito de Jerusalém é empregada no setor de manufatura, que é metade da média nacional (15.8%). Mais alto que a porcentagem média são os empregados em educação (17.9% vs. 12.7%); saúde e bem estar (12.6% vs. 10.7%); comunidade e serviço social (6.4% vs. 4.7%); hotéis e restaurantes (6.1% vs. 4.7%); e a administração pública (8.2% vs. 4.7%).[141] Apesar de Tel Aviv permanecer o centro financeiro de Israel, um número crescente de companhias de alta tecnologia estão se movendo para Jerusalém, provendo 12.000 empregos em 2006.[142] O parque industrial do norte de Jerusalem Har Hotzvim é a sede de algumas das maiores corporações de Israel, entre elas a Intel, Teva Pharmaceutical Industries, e ECI Telecom. Planos de expansão para o parque industrial prevê uma centena de novos negócios, um posto de bombeiros, e uma escola, cobrindo uma área de 530.000 m² (130 acres).[143]

Desde o estabelecimento do Estado de Israel, o governo nacional tem permanecido o maior investidor na economia de Jerusalém. O governo, centrado em Jerusalém, gera um largo número de empregos, e oferece subsídios e incentivos para novas iniciativas em negócios e empresas iniciantes.[139]

[editar] Cultura

O Santuário do Livro possui os pergaminhos do Mar Morto, no Museu de Israel
Museu Torre de David

Apesar de Jerusalém ser conhecida primeiramente pela sua significância religiosa, a cidade também é sede de muitos eventos artísticos e culturais. O Museu de Israel atrai perto de um milhão de visitantes por ano, aproximadamente um terço deles são turistas.[144] Os 20 acres do complexo de museus compreende vários prédios possuindo exibições especiais e coleções extensivas achados judaicos, arqueológicos e arte israelita e européia. Os pergaminhos do Mar Morto, descoberto no meio do século XX nas cavernas de Qumran perto do Mar Morto, estão hospedadas no Santuário do Livro.[145] A Ala Nova, cuja construção mudou as exibições e funciona um extensivo programa de educação em arte, é visitado por 100.000 crianças por ano. O museu tem uma larga escultura no jardim de fora, e um modelo no tamanho escala do segundo templo foi recentemente movido do hotel Holyland para uma nova localização no território do museu.[144] O Museu Rockefeller, localizado no leste de Jerusalém, foi o primeiro museu arqueológico no meio oeste. Foi construído em 1938 durante o mandato britânico.[146][147] O Museu Islâmico no Monte do Templo, estabelecido em 1923, guarda muitos artefatos islâmicos, do menor kohl cantil e manuscritos raros a colunas gigantes de mármore.[148]

Teatro de Jerusalém

Yad Vashem, o memorial nacional de Israel para as vítimas do holocausto, guarda a maior biblioteca do mundo de informações relacionadas ao holocausto,[149] com estimados 100.000 livros e artigos. O complexo contém um museu de arte que explora o genocídio dos judeus através de exibições que focam em estórias pessoais de indivíduos e famílias mortas no holocausto e uma galeria de arte apresentando o trabalho de artistas que pereceram. Yad Vashem também relembra as 1.5 milhões de crianças judéias assassinadas pelos nazistas, e honra os justos entre as nações.[150] O museu na junção, que explora erros de coexistência através da arte é situado na estrada divisória oriental e ocidental de Jerusalém.[151]

A Orquestra sinfônica de Jerusalém, estabelecida nos anos 40,[152] se apresentou pelo mundo.[152] Outros estabelecimentos de arte incluem o Centro de Convenção Internacional (Binyanei HaUmá) perto da entrada da cidade, aonde a Orquestra Filarmônica de Israel se apresenta, a Cinemateca de Jerusalém, o Centro Gerard Behar (formalmente Beit Ha'am) na parte baixa de Jerusalém, o Centro de Música de Jerusalém no Yemin Moshe,[153] e o Centro Musical de Targ no Ein Kerem. O Festival de Israel, com performances externas ou internas por cantores locais e internacionais, concertos, peças e teatro de rua, tem sido mantido anualmente desde 1961; durante os últimos 25 anos, Jerusalem tem sido o maior organizador deste evento. O Teatro de Jerusalém na vizinhança de Talbiya é sede de 150 concertos ao ano, como também de companhias de teatro e dança e artistas performáticos de além mares.[154] O Khan, localizado em um caravançarai oposto à estação de trêns da antiga Jerusalém, é o único teatro de repertório.[155] A própria estação se tornou um local para eventos culturais no anos recentes, como também o lugar de Shav'ua Hasefer, um local de exposição literária anual e de performances musicais externas.[156] O Festival de Cinema de Jerusalem é mantido anualmente, apresentando filmes israelitas e internacionais.[157]

O Teatro Nacional Palestino, por muitos anos o único centro cultural árabe no leste de