Corporativismo
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O corporativismo é um sistema político criado na Itália Fascista, no qual o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classes, e que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política, através dos representantes por si escolhidos.
Assim sendo, propôe-se eliminar a luta de classes mediante um modelo de colaboração entre elas. Esse meio de organização das relações entre empresários e trabalhadores na sociedade capitalista industrial entrou em ascensão com o declínio da doutrina liberal, no final do século XIX e início do século XX.
Atualmente, nas sociedades capitalistas vigentes, o corporativismo significa a fusão da classe trabalhadora organizada ao Estado, de funcionamento capitalista, maximizando o crescimento econômico e possibilitando o equilíbio das classes diante das suas divergências. Num suposto equilíbrio, os interesses conflitantes entre capital e trabalho seriam, na perspectiva corporativista, atenuados e direcionados positivamente pelo Estado - aqui visto como uma entidade neutra. A palavra "corporativismo" provém da palavra latina corpus, corpo.
O regime que vigorou em Portugal até à revolução de 25 de Abril de 1974 mostrava fortes aspectos corporativistas. Também no Brasil, entre os anos de 1937-45, o chamado Estado Novo, sob a liderança do presidente Getúlio Vargas apelava para um modelo corporativo de Estado, sendo a sua legislação trabalhista claramente inspirada na "Carta del Lavoro" de Mussolini. De igual forma, a França sob o governo do Marechal Pétain (1940-1945) tentou desenvolver um regime corporativista.
Na prática, durante as duas décadas corporativismo fascista era o máximo "revolucionaridad" para que o Duce poderia realmente aspirar. As coisas mudaram com o "advento de República Social Italiana, bem como a consequente fuga dos poderes plutocraticos que até então tinha refém cada revolucionário ambições. Se o corporativismo inserido em uma "social óptico interesses divergentes entre proprietários e empregados parece irrealista e demagógico, diferente é a situação em um sistema económico socializado, no qual todos tenham igualdade de direitos e deveres, sem mais empregadores e trabalhadores. Neste caso, o corporativismo não só é bom, mas mesmo torna-se necessário um órgão como sendo as funções de patron extinta. Tal como em uma empresa sem proprietários, para substituir o patron não pode ser outra que uma reunião de todos os trabalhadores que possuem a sociedade, que é precisamente o Corporativismo.
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«Os nossos programas são definitivamente nossas idéias revolucionárias pertencer aqueles em regime democrático é chamado de "esquerda"; nossas instituições são um resultado directo de nossos programas e nosso ideal é a regra do Trabalho. Sobre esta não pode haver dúvida: nós estamos a classe trabalhadora na luta pela vida e de morte, contra o capitalismo. Nós somos os revolucionários à procura de uma nova ordem. Se isto é verdade, pedir a burguesia agitando o perigo vermelho é um absurdo. O espantalho verdade, o verdadeiro perigo, a ameaça contra a qual nos luta sem parar, vem da direita. Não estamos interessados em qualquer coisa e, depois, ter aliados contra a ameaça de perigo vermelho, a burguesia capitalista, mesmo na melhor das hipóteses que não seria um aliado infida, que está a tentar tornar-nos servir os seus fins, como tem feito mais do que um tempo, com algum sucesso. Sprecare palavras para ela é totalmente desnecessária. Com efeito, é prejudicial, porque nos faz confundir tipos de autênticos revolucionários de qualquer matiz, com homens de reacção às vezes estamos a utilizar a linguagem»
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(Benito Mussolini, Milão, 22 de Abril de 1945 [1])
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